Horizon Forbidden West | Review – Vale a pena jogar?

Horizon Forbbiden West Aloy e Varl
Divulgação: Playstation / Guerrilla Games

Classificação:

nota surpreendente

Lançado em feveeiro de 2017, o jogo Horizon Zero Dawn apresentou ao público o início de um nova franquia no Palystation 4 criada pela Guerrilla Games. O mesmo conta com uma história ambientada em um futuro apocalíptico, no qual a sociedade é carente de conhecimentos sobre tecnologias do passado. Ao longo de toda a sua história, sob os olhos da protagonista Aloy, vão sendo apresentadas então descobertas sobre uma história complexa que envolve o fim da terra como conhecemos e também sua origem. Com o passar dos anos este projeto se tornou um grande sucesso, tendo recentemente alcançado 20 milhões de cópias vendidas antes do lançamento da sua continuação Horizon Forbidden West.

A história de Horizon Forbidden West

Em Horizon Forbidden West, ambientado meses após os eventos do primeiro jogo, a aventura de Aloy continua quando ela é enviada para proteger uma fronteira chamada Forbidden West. Ela está tentando encontrar a fonte de uma praga misteriosa que está matando todos que infecta.

Com isso, ela então tem que passar por novos tipos de máquinas e vai viajar por terrenos variados, desde montanhas nevadas a cidades em ruínas e praias tropicais. O mapa é ainda maior do que o original e apresenta locais icônicos, como uma versão em ruínas de São Francisco, e também da icônica cidade de Las Vegas.

Alterações necessárias na jogabilidade e evolução de Aloy

Aloy em combate em Horizon Forbidden West
Divulgação: Playstation / Guerrilla Games

Um ponto importante a ser notado logo no início é o fato de que Horizon Forbidden West apresenta algumas alterações nas sua jogabilidade em praticamente todos os aspectos. Seja no botão de montar em um animal, ou na forma como agora você pode evoluir as habilidades de Aloy, o jogo conseguiu seguir um caminho de renovação que acaba se mostrando muito eficiente.

Desde o início esses aspectos vão ficando muito claros, e ao longo do jogo eles ainda conseguem se mostrar eficientes quando você chega em momentos que deve escolher entre evoluir sua personagem para possibilidades diferentes. Se você segue um estilo mais furtivo, então existem possibilidades para isso, e se gosta de usar os arcos como suas armas principais também poderá seguir essa alternativa.

Além disso, fazendo um combo com estas modificações apresentadas, ainda temos também aspectos a serem destacados no uso do Dualsense e do som 3D no novo jogo da Guerrilla Games. Desde os primeiros momentos é possível citar a experiência do controle do Playstation 5 como sendo um diferencial para Horizon Forbidden West, já que suas funções são ativadas sempre que necessárias. O destaque, é claro, ainda fica para o gatilho ajustável do R2.

Ainda assim, onde fiquei mais surpreso foi na imersão que é proporcionada quando você usa o Headset Pulse 3D durante a sua evolução no jogo. Jogar com e sem fone foram duas experiências completamente diferentes, e se você tiver esse equipamento certamente também irá sentir isso.

Uma nova história com objetivos grandiosos para Aloy

Aloy em busca de objetivos em Horizon Forbidden West
Divulgação: Playstation / Guerrilla Games

Com detalhes especificados anteriormente, vamos ao que realmente interessa sobre qualquer novo jogo, e com Horizon Forbidden West não é diferente: a sua história. E se você estava com receios sobre este aspecto, então logo de início posso lhe afirmar para ficar tranquilo. Sim, uma nova abordagem recheada de detalhes é entregue pelo estúdio, e não se trata de apenas um novo jogo para você explorar mais deste mundo iniciado em Zero Dawn.

Como sabemos, ao longo do primeiro título os objetivos de Aloy foram crescendo e tomando forma de acordo com suas descobertas, e em Horizon Forbidden West este é um aspecto repetido e necessário. A protagonista agora já tem um conhecimento sobre o passado, mas ao longo dos acontecimentos vai sendo deixado claro para nós que isso está longe de ser completo.

Uma nova trama então começa a ser construída ao lado destes aspectos, trazendo para este universo novos e curiosos personagens, mais costumes diferentes de acordo com cada uma das tribos que vão surgindo, e também muitas reviravoltas intensas e necessárias para a sua evolução. É realmente uma expansão de universo, mas que tem objetivos claramente traçados em sua história.

A duração desta história também irá variar muito de acordo com sua abordagem. A minha necessidade era de seguir o caminho da campanha principal, e com isso consegui cumprir esta meta com 32 horas de jogo. Entretanto, caso você queira explorar todo o universo e mapa de Horizon Forbidden West, então deve chegar claramente em uma duração de 90, 100, ou até 120 horas de jogo.

Combates mais intensos também fazem parte de Horizon Forbidden West

Aloy em um grande combate em Horizon Forbidden West
Divulgação: Playstation / Guerrilla Games

Além de nos apresentar um novo capítulo na história de Aloy, a Guerrilla Games também trouxe para Horizon Forbidden West um estilo de combate mais intenso em diversos momentos. Ao todo estão presentes no jogo cerca de 40 máquinas que em algum momento você irá enfrentar, sendo a maioria delas novas espécies ou evoluções do que foi mostrado em Horizon Zero Dawn. Entretanto, o mais interessante são as novidades que vão cercando a sua experiência.

 Ao invés de ter somente Fogo, Eletricidade e Gelo, as armas de Aloy agora contam com novos elementos como Plasma, Ácido, Água, Explosões, e também um material grudento. Cada uma delas tem uma funcionalidade que será usada em algum momento, mas é possível dizer que de todas as adições o Ácido será o novo melhor amigo de quem estiver segurando o controle.

É ele o mais eficiente, e o elemento que também aparece como ponto fraco na maioria das máquinas. O motivo para isso também é simples: ele consegue corroer as armaduras das criaturas, e ajuda de forma extremamente eficiente a conseguir retirar peças necessárias de uma forma mais eficaz. Mas não se engane, a cada arma retirada do seu inimigo, ele voltará a ter uma nova reação no combate (e às vezes muito mais intensa do que acontecia em Horizon Zero Dawn).

Os gráficos evoluídos de Horizon Forbidden West

Horizon Forbidden West nova imagem
Divulgação

Aos meus olhos isso me chamou muita atenção, já que antes de iniciar Horizon Forbidden West havia começado a história de Horizon Zero Dawn há alguns meses e evoluí de forma lenta e muito detalhada. De tal forma, eu basicamente terminei o primeiro jogo um dia antes de iniciar a sequência. Todos os detalhes então ainda estavam vivos e claros na minha mente, o que me fez ficar ainda mais encantado com os gráficos do novo título.

Por conta da sua ambientação, Horizon Forbidden West é um jogo que nos apresenta muitos detalhes a serem trabalhados em seus cenários. Um aspecto que foi bem trabalhado desde a aparência de Aloy, de outros personagens, até o simples mover de uma planta em cenários específicos do mapa. Isso, é claro, consegue ser notável no Playstation 5. Não tive a experiência de jogar no Playstation 4, mas acredito que mesmo com as limitações do console algumas evoluções também serão sentidas de forma nítida.

O único defeito encontrado ao longo de toda a experiência em Horizon Forbidden West são pequenos bugs com personagens ficando presos em pedras, ou inimigos não respondendo de imediato a necessidade de combate. Entretanto, nada que estrague a experiência como um todo.

Vale a pena jogar Horizon Forbidden West?

Horizon Forbidden West nova imagem promocional
Divulgação

Por todos os aspectos apresentados, Horizon Forbidden West se tornou uma verdadeira necessidade para aqueles que gostaram do primeiro jogo. Este novo capítulo da história de Aloy é uma evolução em todos os aspectos que possam ser imaginados, e no caso de alguns não podemos revelar detalhes por conta de spoilers.

É, de fato, um título que se apresenta no início de 2022 já como o possível primeiro candidato ao jogo do ano por tudo o que nos entrega. Um projeto recheado de novidades desde o início, que por sua vez consegue ainda evoluir o seu universo de uma forma extremamente coerente em cima dos seus detalhes.

Cada pequena adição se mostra tendo sido feita de forma certa para este mundo no qual acompanhamos a jovem Aloy em sua jornada cada vez mais grandiosa, conseguindo assim consolidar esta franquia pela sua eficiência em entregar o que é proposto. A expectativa agora começa a girar então em torno do próximo passo da Guerrilla Games, e que ele possa conseguir nos surpreender ainda mais.

*Texto escrito a partir da experiência no Playstation 5 com o código fornecido pela Playstation Brasil.

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Marco Victor
Marco Victor
Amante de filmes, séries e games, criou o Jornada Geek em 2011. Em 2012 se formou em Jornalismo pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF), e a partir de então passou a fazer cursos com foco em uma especialização em SEO. Atualmente é responsável por desenvolver conteúdos diários para o site com focos em textos originais e notícias sobre as produções em andamento. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC ao mesmo tempo.

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